O título não contêm erro ortográfico, é palavra criada de propósito para definir o que actualmente se produz. Coltura está para a Cultura como Estória (do inglês story, narrativa de ficção, oral ou escrita) está para História (do grego historía, ciência ou disciplina que estuda o desenvolvimento da humanidade).

A cultura como a conhecemos, aquela que faz com os países tenham turistas todo o ano, já não existe, não há renovação, como Clara Ferreira Alves escreveu em 2011 no Expresso, “a cultura já não é o que era, deixámos que um bando de cretinos mandem em nós”. A cultura sempre foi uma actividade cara, paga por quem detinha o capital, não para com isso obter lucro, mas para seu engrandecimento e engrandecimento das gerações futuras. Neste século as grandes corporações fizeram da arte um negócio e o governante cego pela fama fátua, prefere o enlatado, prefere comprar aplausos fáceis em vez de fazer crescer os potências artistas da sua cidade. Portugal que nunca foi um país virado para as artes, não por não ter capital, mas em virtude do provincianismo da elites, gosta de mostrar a sua cultura aos estrangeiros que cá chegam, cultura ancestral. O que iremos deixar às futuras gerações? Só o que nos deixaram os nossos egrégios avós?

Com uma escrita escorreita Virginia Mota San Máximo escreveu artigo interessantíssimo sobre esta temática em https://www.elsaltodiario.com/el-blog-de-el-salto/disney-cultura-cultura-de-masas

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