DEIXAR OS MANTRAS, MUDAR DE LENTES

Quero deixar bem claro que não sou negacionista, acredito nas mudanças climáticas, umas por sermos parte integrante do Universo e outras da responsabilidade do Homo Sapiens Sapiens.

Mais um estudo da ONU sobre as alterações climáticas e suas conclusões foi noticiado nos órgãos de comunicação social e, mais uma vez, infelizmente, nada de novo apresentou. Há uma citação falsamente atribuída a Einstein que diz, ”A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”, acresce também que nem para definição de insanidade é verdadeira (1), mas que nos dá uma ideia de como se trata esta questão e tantas outras. Se não se “mudar de lentes”, nada de bom deixaremos aos que nos sucedem neste planeta dito azul e dito isto vejamos alguns factos:

– Somos o único animal que destrói por prazer, desde que descobrimos como fazer o fogo (segundo a mitologia não houve descoberta, foi o Titã Prometeu que entregou aos homens. Este mito foi tratado, pela primeira vez, por Hesíodo, em os Trabalhos e Dias) começámos a provocar mudança climática.

– Como cidadãos a quem lhes é sonegada instrução para nos poderem doutrinar e manipular, seguimos as modas que nos são apresentadas nas redes sociais e na comunicação social.

– A ONU, só no nome é que tem nações unidas. Na prática, é cada uma por si, pelo que lemos, não passa de um mercado de compra e venda de votos ao sabor de quem manda no momento.

– O estudo, superiormente bem elaborado, só serve para facilitar a vida aos grandes poluidores, uma vez que os decisores políticos ao não os quererem hostilizar vão decidir criar impostos e regras draconianas a serem suportadas pelos cidadãos dos seus países.

Não há dúvida que para mantermos os padrões de vida do mundo dito civilizado só é possível se continuarmos a explorar selvaticamente o que achamos ser inferior (seres humanos e o planeta) como sempre foi feito, apesar de no século passado termos produzido um documento, DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS (2), que todos os países assinaram, mas que nenhum cumpre. Quando se cumprir o que está estabelecido na Declaração muitas das alterações climáticas de responsabilidade do HSS deixarão se existir. Não é o trocar tecnologia antiga barata e poluente por tecnologia cara poluente que salva o Planeta, isso só faz que enriqueçam uns em detrimento de outros. Enquanto isso não acontecer o que podemos fazer para ir reduzindo a poluição? Será que:

– Os veículos terrestres (todo o seu ciclo de vida) movidos a combustíveis fosseis são mais poluentes que os carros eléctricos?

– A soma da poluição produzida por esses veículos é superior à produzida por toda a frota da marinha mercante?

– A poluição produzida pela aviação comercial, seja ela de passageiros ou de carga, é despicienda?

No século passado John Maynard Keynes, economista, proferiu a frase, “In the long run we are all dead”, pretendeu alertar os políticos para que a vida das pessoas é no agora, no momento presente, não num futuro longínquo, mas a maioria de nós gosta de a utilizar como resposta quando nos pedem sacrifícios agora para que se possa abrandar o ritmo das alterações climatéricas e com isso proporcionar menos má vida às gerações futuras.

Para finalizar, conclusões onde se diga que há danos irreversíveis só servem para a indignação momentânea dos mesmos de sempre e permitir um encolher de ombros das populações que deixaram que fossem produzidos. Se são irreversíveis para quê falar neles, já foram dados à morte, nada há a fazer para reverter e é verdade que nunca quisemos, verdadeiramente, saber.

(1) https://www.psychologytoday.com/intl/blog/in-therapy/200907/the-definition-insanity

(2) https://dre.pt/declaracao-universal-dos-direitos-humanos

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